A CULTURA DO IMPROVISO NA GESTÃO DE NEGÓCIO.

Improvisar deixou de ser a última alternativa, para virar uma habilidade característica da capacidade de dar um jeito ao que não foi previsto. A cultura do improviso hoje é parte integrante da engrenagem da gestão de negócio.

Isso passou a ser visto nos diversos segmentos de empreendimentos brasileiros, tornando-se uma cultura, principalmente nas pequenas e médias empresas, sendo percebida também no serviço público.

MAS O QUE SERIA A CULTURA DO IMPROVISO?

Entende-se por cultura do improviso o conjunto de valores comportamentais que dão margem a decisões e atitudes, em um ambiente específico, sem que haja nenhum tipo de estudo, análise ou previsão minuciosa das consequências ou resultados. No que concerne ao ambiente de negócios, essas decisões ou atitudes não são frutos de planejamento estruturado, desconsiderando qualquer definição das etapas ou passos necessários para o bom funcionamento organizacional.

O improviso normalmente é implementado em todas as áreas secundárias de um projeto, negócio ou tarefa, pois os seus responsáveis costumam focar nos fatores primários e dedicam esforços para dar uma cara de profissionalismo ao que está na vitrine, reduzindo a importância e o valor de todas as atividades subsidiárias que viabilizaram, de alguma forma, o resultado final. É simplesmente resultado do imediatismo.

laptop on table in workshop
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Um bom exemplo disso é quando uma organização, que não tem sua atividade final dependente de aplicações de sistemas, busca sistematizar algum processo intermediário. Essa hipotética instituição geralmente tende a negligenciar as etapas de construção do projeto, buscando rapidamente a entrega e utilização do sistema, muitas vezes sem realizar testes importantes.

Neste exemplo, o responsável pelo desenvolvimento da aplicação também tem sua parcela de contribuição na alimentação da cultura do improviso, pois neste cenário, visando a obtenção do resultado, abre mão de princípios profissionais relacionados às etapas de construção do seu produto ou fornecimento do serviço, e acaba por entregar algo minimamente funcional, mas não devidamente testado.

Percebe-se que a falta da burocracia, em um nível aceitável, bem como, a falta de disciplina e a ausência da paciência para alcançar os resultados são fatores que influenciam e reforçam a implementação da cultura do improviso nas organizações. Tudo isso acarreta, na maioria das vezes, em prejuízos financeiros e descrédito no ambiente empresarial.

CONCLUINDO

Visto isso, conclui-se que a cultura do improviso é maléfica para a estrutura organizacional, tendo em vista que sufoca o planejamento, devendo ser eliminada da realidade do negócio para que se estabeleça o seu bom e adequado funcionamento.

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