A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E O REFLEXO NA SOCIEDADE BRASILEIRA: UM BREVE RELATO DE 1990 A 2020

O Brasil, por séculos, não foi local de grande pioneirismo quando o assunto era evolução tecnológica, tendo em vista que historicamente grandes inovações sempre foram importadas, após serem lançadas e testadas em países considerados de primeiro mundo.

Por anos, até o capital intelectual brasileiro precisava sair do país para conseguir implementar ideias inovadoras, aproveitando as técnicas desenvolvidas e procedimentos aprimorados no exterior.

Essa realidade tem mudado, principalmente em áreas específicas como na saúde, na geração de energias renováveis, na indústria aeronáutica e na agropecuária, pois o país tem proposto inovações e realizado descobertas, embora não sejam tão numerosas.

Vale salientar que a tecnologia não está resumida ao segmento digital, pois, por definição, a tecnologia engloba todo arcabouço de técnicas, processos e métodos envolvidos na elaboração de um produto, seja bem ou serviço.

Mas vamos ao que interessa. Quais são os exemplos dessa tal evolução tecnológica e como afetou o dia-a-dia do indivíduo, no Brasil?

Não é preciso se esforçar muito para perceber como a dinâmica da sociedade brasileira mudou desde a última década do século XX, seja no que concerne ao transporte, ao estudo, à comunicação, dentre outras coisas.

O FIM DO SÉCULO XX

Entre os anos de 1990 e 2000, a internet e o telefone eram itens de luxo para a população, ainda ligados por fios e com grande dificuldade de transmissão de dados. A comunicação de longa distância ainda enfrentava dificuldades.

Nos primeiros anos da década de 90, a televisão monocromática ainda era realidade de alguns lares brasileiros. Caso seja difícil crer nessa afirmação, imagine que em algumas localidades do país, na última década do século XX, sequer existia energia elétrica nas residências.

A TV de Tubo de raios catódicos era predominante, o celular tijolão uma sensação, os carros sem nenhuma tecnologia embarcada, talvez um rádio como acessório de destaque.

As cópias de provas escolares e apostilas foram feitas com o mimeógrafo até meados dos anos 90, mesmo com o advento da fotocopiadora, patenteada por Chester Carlson, objeto que chegou ao Brasil em 1960, que por sua vez tinha valor de mercado muito elevado para o padrão de muitas pessoas.

Nas escolas desse período, o giz ainda era o instrumento de escrita dos professores e o local de estudo era a sala de uma unidade de ensino. Não havia a possibilidade de interação entre mestres e alunos em locais diferentes, ou seja, ensino remoto ou a distância eram inviáveis.

A PRIMEIRA DECADA DO SÉCULO XXI.

O início do século XXI, no que concerne à tecnologia, foi de grande transformação. A reformulação dos eletrodomésticos, a maior difusão da Internet com o crescimento das redes sem fio (wireless) e o aprimoramento dos sistemas de informação são exemplos visíveis do avanço ocorrido no país.

Tais avanços possibilitaram mudanças consideráveis na rotina diária dos indivíduos, pois atividades como o transporte e a comunicação foram reestruturadas, reduzindo o tempo e a distância, que sempre foram obstáculos cruéis da evolução.

DE 2011 ATÉ 2020

Entende-se, com o passar do tempo, que a tecnologia avança com maior velocidade a cada ciclo. Na segunda década do século XXI, já se observava a interação do homem com a máquina, a partir do que conhecemos como internet das coisas (IoT), aliada com a aprendizagem de máquina (Machine learning).

O campo da saúde e a produção industrial aproveitam muito da evolução tecnológica, ganhando em eficiência e consequentemente na elevação da capacidade lucrativa. Um bom exemplo disso é a possibilidade de realização de procedimentos cirúrgicos remotamente. Isso mesmo, cirurgião e paciente em locais diferentes.

E o que falar da forma de locomoção? Nesse período, tornou-se comum, com alguns cliques em uma tela, chamar a sua condução, sendo possível acionar até aeronave, uma realidade vista nas grandes capitais é claro.

Como pode ser visto, em 30 anos, a rotina da sociedade mudou, alterando o comportamento pessoal e as interações entre indivíduos e grupos sociais.

Por fim, é importante dizer que não se trata de uma realidade melhor ou pior, pois o relato apresentado visa pontuar apenas algumas das mudanças ocorridas sem fazer juízo de valor.

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